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Dia 20 de Janeiro de 2010
Três cidades do interior de SP concentram 25% dos casos de dengue do Estado
Fonte: Folha Online
As regiões de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), Araçatuba (527 km de SP) e São José do Rio Preto (438 km de SP) são as que geram os maiores níveis de alerta em relação à dengue no Estado de São Paulo neste início de ano, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.
Nas cidades-sede dessas três regiões, o número de casos de dengue já chega a 819 nos primeiros 18 dias de 2010, o que representa 24,2% do total de casos do ano passado. Em Ribeirão Preto, onde uma pessoa morreu de dengue hemorrágica no último dia 3, o total de casos de dengue chegou a 117 ontem --em 2009 foram 1.598.
De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Ribeirão, Maria Luiza Santa Maria, o trabalho de controle de campo da doença já está em um patamar difícil de avançar. Por isso, segundo ela, a atuação agora está focada principalmente no atendimento aos pacientes.
"Temos uma proposta de trabalho mais assistencialista, reforçando a importância do tratamento, da hidratação. É o nosso principal ponto para não perder pacientes", disse.
No Estado, uma das situações mais preocupantes é a de Araçatuba, onde foram contabilizados até ontem 250 casos de dengue em 2010. É quase a metade dos casos registrados durante todo o ano passado, quando a cidade teve 561 pessoas contaminadas.
De acordo com o secretário da Saúde e Higiene Pública de Araçatuba, Osmar Cuoghi, o excesso de chuvas no final de 2009 e o clima quente da região aceleraram a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Como Araçatuba já teve epidemias em 2003, 2006 e 2007, o receio, agora, é para o agravamento dos casos, com registros de dengue hemorrágica.
O temor também existe em Rio Preto, cidade que soma 452 casos de dengue até ontem, ante 1.231 durante todo o ano de 2009. Segundo o coordenador do Departamento de Vigilância Ambiental, Augusto Azevedo da Silva, já há registros de casos de doentes com quadros mais "severos". "Há informações sobre pacientes bem mais prostrados e debilitados."
Por isso, o receio é com o surgimento do quadro hemorrágico da doença, que em 2009 atingiu duas pessoas em Rio Preto e causou uma morte.